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  • Anefac A

Com o crescimento de programas de compliance, ética se torna pilar essencial


Em um ambiente de negócios onde a reputação se tornou essencial, uma forte cultura de ética e integridade está entre as prioridades dos executivos. Com as lições apreendidas com os escândalos de corrupção, várias leis anticorrupção foram criadas no mundo inteiro. E, junto, programas de compliance passaram a estar na pauta das empresas.


De fato, o que há em comum entre todos, são as questões éticas. Segundo Roberto Fragoso, head de tributos da ANEFAC, de uma forma geral a sociedade está sempre em transformação e, na grande maioria das vezes, na busca de aprimoramento científico, intelectual e espiritual. A ética poderia ser vista como a ciência que se ocupa dos princípios do comportamento humano em face, mas será que os princípios variam com o tempo ou não, ou ainda, será que existem alguns imutáveis como o direito à vida e dignidade.


Ele conta, que se tomamos a busca pelo perene, como exemplo, podemos entender que há uma pelo desenvolvimento e pela superação. “De outro lado, se há esta fluidez, não seria difícil justificar que o que era digno passou a não ser mais por força de uma mudança de comportamento social”, diz.


Em momentos de crise, uma das dimensões mais afetadas do ser humano é o ético-moral. Algumas virtudes mais importantes são aquelas ligadas à justiça, à temperança, à coragem e à prudência, as quais não são nada simples de lidar. Fragoso aponta que, a coragem, por exemplo, representa saber fazer e com perfeição. É o caminho do meio entre covardia e audácia, como aquele bombeiro ou médico que realizam com primor o seu trabalho.


Por outro lado, quantas vezes vemos pessoas que sabem, mas não o fazem ou não sabem e se aventuram a fazer. Para ele, ser temperante é muito desafiador, pois significa domar os ímpetos do corpo e encontrar o meio termo. Seja, por exemplo, entre a prodigalidade e a avareza. As vezes temos, retemos ou consumimos em excesso. Talvez a crise esteja na dificuldade de pensar a justiça e a coragem num âmbito maior, para a sociedade como um todo, não o que significa para um ou outro. Como acontece dentro das empresas, deve fazer parte da cultura.


Com relação a ética nos negócios, Fragoso avalia que, primeiro é preciso entender quais valores e de que forma contribuem com os negócios e se são permanentes ou temporários. Existem alguns mais comuns hoje como não agredir o meio ambiente, ter pautas inclusivas e entregar lucros sustentáveis.


“Parece que há uma evolução de um modo geral para equilibrar lucro e sociedade, um caminho do meio. Indivíduos liderando empresas e fundos de investimento, estados se comprometendo a entregar bons resultados, mas não a qualquer preço, com valores claramente definidos como, por exemplo, a felicidade. Aqui a tecnologia pode ajudar ao reduzir a emissões de gases, desenvolver ferramentas mais confiável para validação dos lucros, entre outas milhares de possibilidades”, finaliza Fragoso.


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