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Conjuntura macroeconômica mundial pressiona alta da inflação e dos preços no Brasil


O primeiro semestre de 2022 está chegando ao fim. Com a realização das eleições para presidente, vice-presidente e Congresso Nacional no Brasil em outubro e da Copa do Mundo de Futebol em novembro, os próximos seis meses prometem ser desafiadores para os negócios. Para Marcelo Lico, CEO da Crowe, o quadro de incertezas em decorrência do conflito bélico entre Rússia e Ucrânia, a disparada dos preços das commodities, que afetam a economia global, e o aumento de juros inibem qualquer investimento no setor produtivo, afetando diretamente os negócios.


Em termos de cenário econômico, Marcelo acredita em grandes incertezas e certo pessimismo. Segundo ele, a conjuntura macroeconômica mundial, na qual a inflação global tem efeitos ampliados no Brasil, pois tem impactado na elevação da taxa básica de juros (SELIC) a níveis elevadíssimos, agravada pela guerra e pela situação de confinamento da população chinesa em Xangai e Pequim, por causa da política de COVID Zero do Governo da China, estão fazendo o “motor global” da economia entrar em ritmo de marcha lenta.


Outra questão importante a ser observada é o desdobramento do cenário político que poderá diretamente interferir na economia. Na visão de Marcelo, dependendo do resultado das eleições isso poderá acontecer, pois o candidato de oposição que, segundo as pesquisas de opiniões lidera a corrida presidencial, afirma que vai rever importantes decisões recentes envolvendo a Reforma Trabalhista e a limitação do teto de gastos do governo. “É provável que o seu plano de governo proponha mais gastos e maior presença do poder público na economia e na gestão pública, denotando, a meu ver, as chances da busca da solução da crise econômica do país e, principalmente, do desenvolvimento social e sustentável”, ressalta.

Como tipicamente acontece no Brasil, muitos projetos, reformas e outras ações que estão no Senado e no Congresso para seguimento devem ser empurrados para o próximo ano. Um ano que começou tarde e deve terminar cedo, 2022, na percepção de Marcelo, já está perdido em muitos sentidos. E a preocupação é que é muito cedo para qualquer prognóstico sobre 2023.

“Com tudo isso, os executivos e empresários devem ter parcimônia e monitorar constantemente o desempenho da sua empresa, cortar custos e acompanhar o fluxo de caixa. Não é o melhor momento para grandes movimentos no sentido de ampliar investimentos. O ideal é adequar a estrutura à uma realidade conservadora”, finaliza Marcelo.

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